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Câmara pode travar caso Motta não encaminhe anistia

Parlamentares da oposição ameaçam paralisar as atividades legislativas caso o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), opte por criar uma comissão especial para analisar o projeto de anistia, em vez de levá-lo diretamente ao plenário.
A decisão deve ser debatida em uma reunião entre Motta e líderes partidários nesta terça-feira, 1º de abril. O encontro servirá como um indicativo da posição do presidente da Casa sobre o tema. Caso ele não sinalize apoio à votação imediata, os oposicionistas pretendem intensificar a obstrução dos trabalhos legislativos.
O líder do Partido Liberal (PL) na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), reafirmou sua confiança no compromisso assumido por Motta durante a eleição para o comando da Casa. Segundo ele, a expectativa é de que a anistia seja pautada.
"Aguardamos um posicionamento positivo para que a votação ocorra", declarou Sóstenes. "Motta se comprometeu conosco, e acreditamos que ele manterá sua palavra. Assim como ele atende demandas de outros partidos, esperamos que cumpra esse compromisso também."
Pressão pela votação da anistia
A oposição já articula estratégias para pressionar Motta, incluindo a apresentação de dois documentos em defesa do projeto. Um deles trará assinaturas de líderes partidários favoráveis à pauta, enquanto o outro contará com o apoio individual de deputados que prometem votar a favor da medida.
De acordo com Sóstenes, há pelo menos 310 votos garantidos para a aprovação do projeto – bem acima dos 257 necessários para que a matéria siga para o Senado.
A deputada Carol De Toni (PL-SC), líder da minoria, reforçou a urgência da votação: "Já passou da hora de pautarmos essa questão. Não vamos recuar". Ela destacou o apoio popular e partidário à proposta, reafirmando que a obstrução continuará até que a matéria seja apreciada.
"Anistia não é uma questão política, mas de justiça", argumentou. "Sem isso, não há democracia plena. Seguiremos firmes até que a votação aconteça."

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